| [2003] Cobrança Educacional |
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Os índices de inadimplência tem superado as expectativas neste ano, ultrapassando as previsões feitas em 2002 quando todos estavam fixando as mensalidades para 2003. Muitas instituições tem apresentado índices superiores a 35%, o que era raro no passado tem sido constante no presente. Em todos os eventos em que participamos ficou claro que a renda da classe média caiu muito em função da inflação que foi enorme no final de 2002 e início de 2003. A escola particular tem enfrentado, além do calote institucional promovida pelo governo, o desemprego generalizado e a evasão para a escola pública. Identificou-se também que o consumidor da escola particular pode pagar em média R$ 200,00 de mensalidade, o que dificulta a situação de instituições que tem mensalidades em torno de R$ 400,00. O que fazer portanto diante de um quadro tão difícil. O fato é que o Brasil está passando por uma das suas piores recessões e a classe média tem sido o principal alvo de tudo o que vem acontecendo, sobretudo porque são eles quem pagam os impostos na fonte. Identificamos também que a inadimplência está um pouco mais alta porque o governo incentiva o calote proibindo a rescisão do contrato de prestação de serviços educacionais, permitindo que o aluno permaneça na escola, apesar de inadimplente, até o fim do semestre ou do ano letivo. A Camargo Rodrigues tem cobrado intensamente os alunos ativos dos clientes que enviam os seus débitos até trinta dias após o vencimento. Em seguida aconselhamos a inclusão do nome do devedor no SCPC, noventa dias após o vencimento. Por outro lado, deixamos claro que não haverá rematrícula daqueles que estiverem em débito com a instituição e oferecemos o parcelamento da dívida até o término do período letivo. Acreditamos que no final deste ano será muito comum as instituições estarem exigindo fiador e recusando a rematrícula dos próprios alunos, bem como de alunos que vierem transferidos de outras instituições e que tiverem um cadastro muito ruim. A cobrança judicial também tem crescido bastante, comprovando o fato de que atualmente o devedor teme muito mais a cobrança judicial do que a cobrança administrativa promovida pela própria instituição. A maioria das instituições acabaram com qualquer desconto na negociação e passaram a cobrar correção monetária dos inativos, visando repor as perdas a que vem sofrendo com a inadimplência, todavia não podemos deixar de tratar o inadimplente com dignidade, pois acreditamos que o segundo semestre será de recuperação. Dr. Luis Fernando Rodrigues
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